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Empresas formuladoras de cosméticos devem optar cada vez mais por soluções naturais e ecológicas, acredita Chemspecs

25 MAR 2019 - 00H00 | ATUALIZADA EM 01 ABR 2019 - 11H00

Março, 2019

A coluna mensal ‘Conversa de Mercado’ tem como objetivo trazer os mais recentes investimentos e movimentações do setor, aumentando o conhecimento sobre os concorrentes, especulações de mercado e ações das principais companhias.

Este mês, apresentamos Fernando Alves de Godoy, gerente comercial da Chemspecs. A empresa opera como distribuidora de insumos para os mercados cosméticos e farmacêuticos da BASF e dispõe de um portfólio completo de matérias primas destinadas a estes segmentos. Entre os destaques estão seus emolientes, inovadores e multifuncionais, que conferem características especiais às formulações.

Fernando Alves de Godoy

Formado em Química e pós-graduado em Gestão da Qualidade, Fernando atua há mais de 15 anos na indústria cosmética, tendo passado por diversas empresas do setor de distribuição de especialidades químicas para as indústrias cosmética e farmacêutica.

Entrevista

Como foi o ano de 2018? Registraram crescimento? De quanto (%)?
O desempenho em 2018 manteve-se estável em relação a 2017. Esse desempenho deveu-se, principalmente, à insegurança das empresas em relação ao cenário político em que o país se encontrava no ano passado. Empresas e investidores mostravam-se inseguros e optaram por manter estratégias mais cautelosas até que fossem definidos os rumos dos cenários político e econômico brasileiros. Além das dificuldades econômicas que se apresentavam, ainda tivemos os eventos da Copa do Mundo e das eleições presidenciais, fatos que colocaram o mercado em compasso de espera aguardando os acontecimentos futuros. Ainda assim, destacamos como um evento positivo o crescimento de vendas maior em especialidades químicas relativamente às commodities.

O que esperam de 2019? Existe algum nicho de mercado que desejam explorar mais?
Esperamos que em 2019 o mercado apresente crescimento relativamente a 2018, especialmente se as reformas propostas pelo novo governo forem aprovadas pelo Congresso. Há uma forte tendência de que as empresas formuladoras de cosméticos optem cada vez mais por soluções naturais, produtos ecologicamente corretos, mais suaves e que atendem o apelo de preservação do meio ambiente, principalmente devido ao fato dos consumidores estarem mais conscientes e cobrarem esse posicionamento das empresas. As empresas, por sua vez, precisam apresentar aos consumidores opções que minimizam o impacto que os produtos possam, eventualmente, causar no meio ambiente, e neste cenário a Chemspecs contribuirá positivamente para que o cliente entregue ao seu cliente produtos de acordo com essas expectativas.

Qual o carro-chefe da Chemspecs?
A Chemspecs, como distribuidora de insumos para os mercados cosméticos e farmacêuticos da BASF, dispõe de um portfólio muito completo de matérias primas destinadas a estes segmentos. Destacamos os emolientes, inovadores e multifuncionais, que conferem características especiais às formulações, bem como ativos que protegem, regeneram e nutrem tanto os cabelos quanto a pele, emulsionantes que podem ser utilizados a frio e isentos de óxido de etileno. Complementando a linha de insumos, temos extratos vegetais, óleos essenciais, ceras, dentre outros ingredientes para que possamos oferecer aos clientes soluções completas em se tratando de formulação de produtos de higiene pessoal.

Como vocês avaliam o último ano para a indústria cosmética?
A instabilidade econômico-financeira pela qual o país passou fez com que as empresas adiassem a realização de grandes investimentos. O segmento aguardava o desfecho deste cenário para poder tomar decisões estratégicas, já com uma perspectiva de futuro do país definida, o que acabou acontecendo apenas no final do ano, tendo reflexos apenas em 2019.

Dentro das formulações que vocês oferecem, quais inovações que destacam? O que há de novo?
A Chemspecs está desenvolvendo novas parcerias, muitas delas com vistas a ampliar a variedade de produtos de origem natural, alinhado com a atual e irreversível tendência de vegetalização das formulações, ou seja, a utilização cada vez maior de insumos de origem natural, que não agridam a natureza e que valorizem o que há de melhor nela, algo que é cada vez mais exigido pelos consumidores, que demonstram crescente preocupação com o meio ambiente. As novidades da linha são principalmente ceras naturais e sintéticas, extratos aquosos, esfoliantes naturais, um ativo mineral, dentre outros. Além disso, em breve serão feitos novos lançamentos de produtos para complementar as atuais linhas de produtos, sempre de acordo com a tendência de tornar as formulações cada vez mais naturais.

Para o segmento cosmético, há alguma tendência que vocês acreditam ser importante ficar de olho?
Uma tendência que está cada vez mais iminente é a proibição do uso de esferas plásticas em cosméticos, sendo necessário substituí-las por produtos sustentáveis. Oferecemos esfoliantes produzidos através de sementes de frutas, orgânicos, biodegradáveis e que não apresentam impacto negativo para o meio ambiente, pois são concebidos a partir dos resíduos da produção de óleos vegetais, com aproveitamento integral da produção.

Possuem atuação em outros países? Se sim, qual a representatividade do Brasil frente a outros países?
Nosso país ainda apresenta muitas oportunidades de crescimento, e por essa razão não pretendemos desviar o nosso foco dando início em atividades em outro país.

O que esperar do mercado cosmético esse ano?
O mercado em 2019 está mais confiante e retomando aos poucos os desenvolvimentos e lançamentos, fazendo com que a indústria resgate os índices de crescimento historicamente alcançados. O segundo semestre promete ser ainda mais movimentado devido à concretização de uma série de medidas econômicas que ainda estão sendo elaboradas. Estas mudanças ficarão ainda mais evidentes em 2020, quando será possível retornar ao patamar de crescimento histórico do setor.